Daphne Airmont é a herdeira do império do queijo tocado pelo seu pai, Bruno Airmont, mais conhecido como o "Al Capone do queijo". Estamos em Milwaukee, logo após a Grande Depressão, e Daphne desapareceu com um clarinetista. A agência U-Ops é chamada em ação, e o perdido detetive particular Hicks McTaggart, que conhecera Daphne no passado, precisa localizar a maluca herdeira.
Esse é o ponto de partida em mais um romance de Thomas Pynchon que canibaliza outros gêneros literários. Conhecido como o grande mestre do pós-modernismo norte-americano, Pynchon se debruça mais uma vez sobre o romance policial, o que já fizera em Vício inerente, adaptado ao cinema por P. T. Anderson. O resultado é uma trama cheia de peripécias, à moda dos filmes dos irmãos Coen, onde tudo parece possível, inclusive submarinos austro-húngaros singrando o lago Michigan.
THOMAS PYNCHON nasceu em Long Island, Nova York, em 1937. Reconhecido como um dos maiores nomes da literatura mundial, Pynchon evita entrevistas e aparições públicas. Dele, a Companhia das Letras publicou "O leilão do lote 49", "O arco-íris da gravidade", "O último grito", entre outros.